quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sanduíche (quase) saudável EDITADO

Olá!

Hoje trouxe uma opção de lanche que fiz pro meu marido levar ao trabalho, mas pode servir de base para os pequenos (acima de 1 ano de idade) se os embutidos que eu coloquei forem substituídos por opções mais saudáveis!

Sanduíche (quase) saudável

Ingredientes

2 pães d'água
4 folhas de alface cortadas em tiras
1/2 fatia de presunto de peru sem gordura
2 fatias de salame italiano cortado em tiras
Requeijão caseiro a gosto (receita aqui)
Queijo parmesão ralado na hora no ralo grosso a gosto
Queijo edam fatiado a gosto
2 Folhas de papel toalha
Papel alumínio quanto necessário para embrulhar os sanduíches
Pacote ziploc médio

Preparando...

1. Pré aqueça o forno a 200ºC;
2. Separe os ingredientes;
3. Polvilhe o queijo parmesão ralado sobre os pães e leve ao forno até derreter;
4. Retire do forno e corte os pães na horizontal formando duas metades;
5. De um lado espalhe o requeijão, a quantidade a seu gosto, do outro lado coloque as fatias de queijo edam;
6. Retorne ao forno até o queijo derreter;
7. Retire do forno, acrescente sobre o requeijão a alface e os frios;
8. Feche os sanduíches, embale em uma folha de papel toalha, depois em papel alumínio para conservar e em seguida em um saco plástico ziploc para facilitar o transporte.


Como eu disse no início, do jeito que eu fiz não aconselho para crianças (para ninguém, na verdade). Esses produtos tipo embutidos (presuntos, salames, mortadelas, linguiças e salsichas - vina em Curitiba) são cheios de nitritos e nitratos que não fazem nada além de mal à saúde. Quer ler mais a respeito? Aqui e aqui.

Usei o presunto e o salame porque tinha em casa e como os sanduíches foram a única refeição que meu marido fez em 8, 9 horas de trabalho (errado, o ideal é se alimentar de 3 em 3 horas, mas no caso dele não é possível), precisava colocar uma fonte de proteína. Mas há outras fontes muito melhores como carnes, ovos, leite... tem um artigo bem legal falando sobre isso aqui

Esses sanduíches fiz meio "no susto" ontem a noite e não tinha como preparar algo mais elaborado... mas hoje vou tentar melhorar, caprichar mais. Se conseguir, edito este post e coloco a foto!

PARTE EDITADA

E não é que fiz uma versão bacana do sanduíche para crianças acima de 1 ano de idade?

Olha só:


Substituí os embutidos por um ovo frito (sem óleo em panela antiaderente), desculpem a inabilidade que deixou meio feio... mas o objetivo foi alcançado: lanche com uma porção de carboidrato (pão), proteína (ovo), cálcio (queijo e requeijão), minerais e vitaminas (alface).

Adoraria que meu marido comesse frutas... seria ótimo enviar também como "sobremesa". Mas ele comendo assim já é bem melhor que outros alimentos industrializados!

Bom, acho que hoje é isso.

Abração,

Dani

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Cardápio Semanal

Olá!

Hoje vim rapidamente trazer o cardápio do David nesta semana que ele completa 1 ano e 6 meses (desculpem o atraso!!!) espero que gostem!


Junto às sugestões seguem os grupos de alimentos que devem estar presentes no prato para uma alimentação completa e balanceada.

Lembrando que o David desde os 12 meses come a comida da família, na consistência normal dos alimentos, nós é que nos adaptamos diminuindo o sal, excluindo temperos industrializados e incluindo opções mais saudáveis das coisas que mais gostamos de comer.

Algumas receitas como o frango com laranja e hortelã posto quando puder, o computador é compartilhado com o marido que o usa para trabalhar, então só tenho acesso em horários muito curtos... mas em breve, podem esperar!

Bom, acho que hoje é isso.

Abração,

Dani

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domingo, 17 de novembro de 2013

Seguindo os sonhos

Olá!

Faz tempo que não posto nada, né? Desculpo-me, mas vim hoje para falar sobre isso.

Começando do começo, falando em sonhos...

Há muito tempo atrás... coisa de 10 anos quando eu conheci um descendente de japonês no trabalho, conversávamos sobre sonhos, objetivos de vida... e ele falou o quanto gostaria de morar fora do país por que o Brasil não valoriza a população que trabalha de sol a sol (chuva a chuva se for em Curitiba) para pagar a corrupção e tantos problemas sociais que maltratam o povo, principalmente os que mais trabalham e menos são remunerados... enfim, conversamos bastante e várias vezes sobre isso. O assunto ficou meio no ar, mas esquecido.

Então 4 anos mais tarde (há 6 anos atrás) eu e esse descendente de japonês do trabalho nos casamos, começamos outros sonhos, outros projetos de vida conjugal. Sempre trabalhando, lutando, vivendo com amor... mas com poucas evoluções para o que pretendíamos para o nosso futuro.

Em 2011 uma surpresa tão maravilhosa quanto inesperada... a gravidez. Morávamos num lugar que apesar de muito cômodo e confortável, não era o que pretendíamos para nós e voltamos "à mesa de planejamento".


Na metade da gravidez, tive problemas, parei de trabalhar fora, comecei a me sentir muito sufocada vivendo como estava, o marido foi  ficando frustrado profissionalmente pelas poucas oportunidades que a cidade oferecia em seu ramo de trabalho (informática)... até que o bebê, David, nasceu.


Passamos 3 dias no hospital em que tive o David, conversamos bastante e decidimos que não queríamos aquela vida para o nosso filho. Ele tinha o direito de ter mais escolhas, nós tínhamos o dever de dar a ele mais do que nós tivemos. Não estávamos falando de coisas materiais, mas de oportunidades, possibilidades, de vida sem tantas diferenças sociais, de um mundo mais justo, mais correto, mais honesto.


Um dia (o David tinha uns 3 meses de idade), nos foi sugerido "por que vocês não saem do Brasil?". Foi como se acendesse uma luz no fim do túnel da minha vida. O Tadashi (marido) disse "eu sempre desejei isso, a Dani nunca quis falar a respeito por causa da avó dela". Sempre tive (e tenho) uma dívida gigante de gratidão com a minha avó que tão generosamente me criou, ensinou tudo de bom que eu sou (algum dia falo mais sobre isso). Mas com o nascimento do meu filho, tudo mudava de figura. Preciso pensar nele, no que é melhor para essa vida que acaba de começar.


E assim começamos a planejar. Estudamos os melhores lugares para essa mudança, voltamos a estudar inglês... um dia a empresa que o Tadashi trabalhava faliu e em maio/2013 ele perdeu o emprego... o que fazer? Ele não achava justo se envolver em outra empresa, outro projeto e deixar toda uma equipe na mão, já que nossos planos eram para que o Tadashi viajasse primeiro para preparar as coisas, nossa data era setembro/2013. Então... aquela era a hora.

Dia 09/06/2013 ele embarcou para a Nova Zelândia e eu fiquei no Brasil com o David que recém tinha completado 1 ano de vida. Sempre acreditei que para boas coisas acontecerem, a gente precisa ser merecedor, batalhar. E é isso que meu marido fez e está fazendo até hoje: batalhando. Trabalhando em outras coisas que não são a profissão dele, se virando como possível.

Emagreceu 12kg. Eu também emagreci. Quando o David nasceu, pesava 92kg, hoje 68kg. Não é só regime que emagrece, sofrimento também. Eu e o Tadashi sempre fomos muito unidos, parceiros, amigos antes de qualquer coisa. Claro que como um casal tivemos momentos difíceis, brigas, desentendimentos. Mas esses meses que passamos separados foram muito dolorosos. Para mim, que sou mais emotiva, mais intensa, ficou bastante óbvio, para ele que não viu os primeiros passos do filho, as primeiras palavras... ele ficou ainda mais recluso, mais reservado, dava para ver pelo peso.

Em 15/10/2013 eu e o David chegamos à Queenstown, Nova Zelândia. Por que o Tadashi já tinha conseguido o emprego dos sonhos, uma boa condição de vida? Não. Porque já não suportávamos ficar longe um do outro. Porque se ficássemos esperando o ideal, se procurássemos razões para eu ficar no Brasil, nunca sairíamos de lá. Então, numa verdadeira odisséia, eu e meu filho pegamos os aviões, depois de horas e horas de vôo, vários imprevistos, muita ajuda... chegamos.


"Achei difícil a chegada até aqui, mas eu cheguei... mas eu cheguei..." A Viagem essa música fala muito para mim...

Em todo esse projeto, conheci pessoas fantásticas, fiz amigos que levarei para sempre, gente daqui da Nova Zelândia, do Brasil, do Japão, do Canadá... gente que se uniu pelo coração e que eu sou profundamente grata, que eu não sei como retribuir, mas que passarei o resto da vida tentando (muito mais gente do que tenho fotos pra mostrar).


E aí você pode estar se perguntando... valeu a pena? Eu te respondo sem pestanejar: valeu e está valendo cada dia. É difícil explicar para quem não vive essa experiência, mas mesmo com todas as dificuldades e problemas, viver aqui é melhor que no Brasil. Digo isso por que eu acho que todos deveriam fazer isso? Não. Porque esse é o nosso sonho, nosso projeto de vida.

E quando se segue o coração, os sonhos... tudo vale a pena. Tudo compensa.
Se algum dia nosso coração, nossa vida, nos levar para outros rumos, inclusive de volta para o Brasil, nós iremos. Eu e meu marido temos um propósito de vida: ser felizes, plenamente felizes. E nós estaremos sempre onde essa felicidade estiver. O céu é o limite!