terça-feira, 24 de julho de 2012

Botando a boca no mundo!

Olá!

Hoje quero começar o post com um texto postado pela Silvinha Dias no grupo "Alimentação Consciente" do Facebook, o que o pediatra que escreveu este texto fala TUDO o que eu e meu marido pensamos acerca da maternidade e vai além.... muito bom. Vejam:

Ter filho não é pra todo mundo

Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma...

por José Martins Filho

Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não.

Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites.

Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center.

Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites.

Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá.

Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar.

José Martins Filho é médico pediatra, autor do livro A Criança Terceirizada, professor e pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria

Lendo este texto fiquei pensando em um outro tópico desta mesma comunidade em que uma mãe pede orientações acerca da alimentação de seu filho com leite artificial, de fórmula (Nan, Aptamil, Nestogeno, etc) como damos aqui em casa pro David.

Ela diz que está desempregada e não pode comprar esse tipo de leite, quer introduzir leite de vaca ou qualquer outro leite em pó genérico aí da vida.

Quando eu li aquilo praticamente comecei a babar de raiva aqui:

Como assim não tem dinheiro?

Cadê o pai dessa criança?

Que pessoa é essa que se atreve a colocar uma criança no mundo se não tem condições sequer de gastar R$ 40,00 (em média) em uma lata de Nan pro seu bebê?

Quanto é injusta essa maternidade, afinal, que igualdade essa criança terá na vida quando for competir com os outros se até o acesso a alimentação correta ele foi privado?

Eu, que não nada além de um ser humano normal e comum, levei 30 anos da minha vida para me tornar mãe.

Sete anos de união com meu marido para ter certeza que estava na hora, que estávamos prontos, que já estava na hora de deixarmos nosso amor frutificar.

Levamos pelo menos 4 (quatro) anos pra nos certificar que, quando engravidasse me dedicaria completamente a este filho, assim como o pai, claro, mas que eu, Danielle, sou de ato e de fato 100% responsável pelo que ele se tornará na vida dele, física, emocional e na personalidade dele.

Não acredito que seja a ocasião para contar a minha história de vida, tampouco ficar de lamúrias ou contando vantagens financeiras, mas acho que as coisas aqui em casa não são como são por acaso: suei muito na minha vida e o Tadashi rala feito um doido pra termos tudo o que conquistamos.

E se nós, que não somos nenhum pouco "sobre-humanos" ou coisa que o valha podemos plantar trabalho e colher sucesso, por que eu tenho que me compadecer quando uma pessoa escolhe ter um filho e depois não pode alimentar?

É isso. Pronto, falei, desabafei. Tô mais leve agora.



E... pra desanuviar um pouco o climão... seguem 2 fotos que tirei do David agora a pouco:



Ai meu tudo de lindo!!!
(eita essa vaidade que me mata)



Na fuzarca (bagunceiro, se divertindo com a mamãe)


Posando com a roupinha nova


Sim, tá enorme, hoje que completa 2 meses já vestindo tamanho 3M, ai que orgulho, Jesus!!!